domingo, 5 de agosto de 2012

Em Pânico!



Fiquei apavorada, logicamente. Não somente pelo fato de não saber em que lugar eu estava, mas sim pelo homem ensangüentado.
            Olhando em volta para ver onde eu estava, percebi que era uma floresta de galhos retorcidos e folhas secas, e provavelmente ninguém habitava ali, nem uma alma penada. E ali estava meu querido amado, do lado do rapaz ensangüentado, com um riso maléfico no rosto em um misto de ternura e pura maldade, cujo eu nem sabia o nome. Percebi que ele também estava sujo de sangue. Foi então que entrei em choque. E ele, bem, ele somente ria, parecendo sentir prazer em me ver desesperada e quase a ponto de gritar de medo:
            -Não entre em pânico minha querida – disse ele, sorrindo, deixando os dentes aparecerem – Não estou afim de fazer outro jantar.
            Vi o canino dele. Não era muito grande, mas com certeza era bem afiado. Agora sabia o que ele era. Como não tinha percebido isso antes?
            Ele tinha parado de rir. Agora somente me observava, como se o que ele tivesse acabado de falar fosse completamente normal. Como ele era lindo e assustador ao mesmo tempo...        Contudo, não contive meu pavor e soltei um belo grito de desespero, o que o deixou bastante zangado.
            Não hesitou em vim para cima de mim. Parou em uma altura em que nossos olhos se encontravam:
            -Deixe me apresentar, para que você saiba quem te matou. Sou Tom Landers. – disse, agora com um riso sínico na cara – E você, deveria aprender a ser mais cuidadosa, menina bobinha. Agora nunca mais vai se meter aonde não é chamada!
            E não permitindo que eu falasse uma só palavra, me deu um abraço e cravou seus dentes no meu pescoço. Eu tentava me libertar dos braços dele e gritava o nome de Lúcia, apesar de saber que tudo isso era em vão, pois ele era muito mais forte que qualquer pessoa e meus gritos nunca chegariam aos ouvidos de Lúcia.
            Naquele momento percebi que ele não era um anjo, era o demônio me abraçando, me dando o beijo da morte. Ele fez de mim sua refeição e bebia e bebia cada vez mais. Eu sabia que ele não ia parar tão cedo. Caí no chão inconsciente. Ele ia me matar...

Denise