quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Onde estou?

E lá estávamos nós duas, vidradas no tal pentagrama que a Denise estava tentando decifrá-lo, ou algo parecido, quando de repente apareceu uma mulher estranha, toda de preto, e arrancou o livro que estava com a Denise perguntando onde conseguiu. Denise disse que era dela, mas a mulher a chamou de mentirosa em um tom provocador. Essa mulher me empurrou, eu cai sentada no pentagrama. Pegou a Denise pelos cabelos e saiu arrastando-a. Não consegui ir atrás, a mulher foi muito rápida. Só consegui ouvir os gritos da Denise. Levantei depressa para tentar ajudá-la, mas já era tarde, a porta da biblioteca havia desaparecido.
Procurei pela biblioteca algum outro livro de magia, mas não encontrei nenhum. Fui ao mesmo lugar onde estava o pentagrama, em vez de preto, ele estava vermelho. Olhei em volta e tudo na biblioteca havia ficado velho, cheio de poeira e com teias de aranha. A porta reapareceu, mas aberta sem a maçaneta. Sai da biblioteca. Havia alunos, mas eles eram diferentes, usavam roupas antigas e me olhavam, mas de um jeito como se eu não estivesse ali.
Comecei a imaginar que eu tivesse voltado para o passado. Mas era estranho, pois mesmo se tivesse no passado, eles não deixariam a biblioteca tão abandonada.
Eles falavam outra língua, acho que alemão, não entendo muito bem outras línguas.
Estava cansada de ouvir aquelas coisas que só se entende em outro país, e daquele  cheiro horrível. Voltei para biblioteca, na esperança de voltar para o “presente” – isso se eu realmente estivesse no passado. Eu voltei. Sai da biblioteca, mas não encontrei a Denise. Fiquei pensando o que teria acontecido, qual era aquele lugar onde eu tinha ido e o que havia naquele livro que interessava tanto aquela mulher.

Lúcia

domingo, 11 de dezembro de 2011

O Pentagrama


Duas aulas vagas. Era isso que eu precisava para conseguir entrar na biblioteca, mas não seria difícil, pois estava em época de olimpíadas, tinha muitas aulas vagas. Tinha um plano, mas não sabia se ia dar certo, o melhor que tinha a fazer era tentar, mas eu precisava da ajuda de Lúcia e não sei se ela toparia. Eu precisava saber o que tinha lá, então, com ou sem Lúcia, eu ia. Tomei iniciativa, falei com Lúcia antes de tirar minhas próprias conclusões, e me surpreendi quando ela disse que iria também... Definitivamente, ela mudou.
Expliquei meu plano para ela, que pareceu não gostar muito, mas não pensou em nenhum momento em desistir.
Um novo dia começava. O dia perfeito para colocar o plano em ação. Não perdi tempo, peguei meu livro, chamei Lúcia e descemos para biblioteca, não tínhamos tempo a perder. Entramos, e com muito cuidado para ninguém nos ver. O pentagrama ainda estava lá, não do mesmo jeito, mas estava. Tinha algo diferente nele, mas não consegui saber o que era. Abri o livro. Uma sensação estranha me percorreu o corpo, mas dessa vez eu não pararia, nem pelos maiores desconfortos do mundo. Não de novo. Agora eu estava mais do


que nunca interessada em saber o que era. Aquilo, ou melhor, aquele pentagrama era um portal, cujo eu não sabia onde daria.

Denise

domingo, 4 de dezembro de 2011

Um grande mistério a resolver...


No caminho fiquei em dúvida se contava ou não para minha mãe. Não contei. Em casa, minha mãe foi fazer o almoço, eu fiquei assistindo. Almoçamos. Meia hora depois ela disse que ia fazer compras e ia demorar. Fiquei em casa, sozinha.
Já era tarde. Eu estava mexendo no computador, quando de repente a música parou. Que música? A música que eu sempre ouço quando mexo no computador. Ouvi barulho estranho no outro quarto. Fui até lá. Olhei em volta. Ouvi risos de baixo da cama. Meio desconfiada, abaixei lentamente, havia um homem carbonizado sorrindo sem parar. Levantei rapidamente, sai correndo do quarto. Comecei a chorar. Liguei para minha mãe. Ela não atendeu. Fiquei na sala, quieta, com medo. Cinco minutos depois – que para mim
pareceu uma eternidade – minha mãe chegou. Perguntou por que eu estava assustada. Menti. Disse que era porque eu assisti um filme de terror – se eu contasse a verdade ela não ia acreditar e poderia me internar num manicômio.
Fui dormir e tive um sonho horrível.
No dia seguinte, contei para Denise, ela disse que precisava ir ao psicólogo, depois ela disse que também tinha algo para me contar. Fiquei preocupada, pois do jeito que ela falou, não parecia ser uma novidade boa. Mas no passar do dia me distrai com Daniel.
Fiquei pensando se tudo aquilo que estava acontecendo comigo, não tinha haver com magia ou coisa do além, mas só pensei, não tirei nenhuma conclusão nem contei para Denise.
No almoço, ela me contou sobre o que aconteceu com ela no dia interior. Concluí. Temos um novo e grande mistério a resolver.

Lúcia

domingo, 27 de novembro de 2011

Magia Obscura?

             
             Quando Lúcia me contou que tinha ido ao cemitério, eu não acreditei. O que estava acontecendo com ela? Eu perguntei e ela não soube responder, ou não quis. Depois daquele surto, como ela diz, acho que ela perdeu uns neurônios, ou finge que perdeu, porque ela mesma, a pouco tempo atrás, me confessou que morria de medo de cemitério e que nem morta queria ser enterrada em um – tá bom, essa parte foi MUITO exagerada.
            Enfim... Quando ela me perguntou se devia falar para a mãe dela, eu disse que achava melhor ela contar tudinho sem tirar nem pôr.
            Na aula de matemática ela passou mal e até vomitou. A professora viu e ligou para mãe dela para avisar que Lúcia estava passando mal. O estranho?! É que ela nem me avisou nada. Dez minutos depois a mãe dela chegou toda preocupada... Aproveitei e falei para ela já contar tudo para a mãe dela, sobre o cemitério, sobre a escola e tudo o que havia acontecido.
            Passei o intervalo da manhã com Karine, que também  estava sozinha. Conversamos sobre tudo, até contei para ela que Lúcia gostava do Daniel.
            O sinal toca e mais uma aula entediante começa.
            No almoço, fui até a biblioteca, peguei um livro e sentei-me. Minutos depois, vi o professor Rogério entrar e ir para os fundos da biblioteca – cuja entrada de alunos é proibida – e vi um clarão que logo depois se apagou. Curiosa, coloquei o livro no lugar e tirei outro de minha mochila. Agarrada forte à ele, entrei escondida nos fundos e, sem andar muito me deparei com um pentagrama no chão. Meu susto não foi grande, mas não tinha muito idéia do que era. Sabia que era algum tipo de magia, se era obscura, eu não sei. Abri o livro e estava pronta para desfazer aquilo, mas algo me impediu.


Denise

domingo, 20 de novembro de 2011

Quando Tudo Começou


Era meio dia em Linemberg, mas é claro, eu nunca fui para outro lugar. Estava na escola. Não almocei. Estava eu e a Denise.
            A música era alta, ninguém curtia, eu e a Denise fomos curtir o intervalo lá fora, sentindo a brisa, olhando os pivetes jogarem bola, futsal numa quadra do tamanho de um ovo.
            Sem falar nada, ficamos caladas por um bom tempo, de repente os pivetes desapareceram e a escola parecia velha e abandonada. Não havia ninguém. Com medo, Denise perguntou o que havia acontecido, eu não soube responder e ela também desapareceu. Fiquei sozinha, não havia pássaros, o dia estava nublado, a grande árvore estava seca com um monte de galhos retorcidos, entrei na escola para ver se tinha alguém, estava deserto, eu fiquei desesperada, fui até o portão, mas estava trancado, subi para uma das salas de aula, mas os únicos seres vivos que havia eram morcegos e aranhas. Desci, fui ao banheiro, mas só havia um rato sobre uma poça de sangue cheio de moscas. Saí de lá correndo, achando que estava sozinha e não sabia o que fazer, ajoelhei-me no chão, fechei os olhos e comecei a chorar. Alguém me chamou e perguntou o que havia acontecido, abri os olhos, era Denise e estava tudo normal, com os pivetes jogando bola. Eu a olhei aliviada e a abracei com muita força, ela sem entender muito, mas fomos juntas para dentro da escola e eu com um sorriso bobo aliviada por tudo aquilo não ser real.


            Depois que Denise me contou o que havia acontecido comigo, eu fiquei com medo de ter algum problema  mental.
            Passei o dia inteiro sem falar muito, meio desanimado, pensando se eu contava ou não para minha mãe.
            Quando acabou a última aula, nem me despedi direito da Denise e sai depressa. No caminho da escola até a minha casa tem um cemitério. Eu sempre gostei de cemitério, mas nunca tive coragem de entrar em um sozinha, mas dessa vez foi diferente , eu entrei, e sozinha.
            O cemitério estava vazio, só havia duas pessoas que logo foram embora. Andei de vagar sem um destino. O cemitério era tão grande que eu fiquei perdida, comecei ir de uma lado para o outro para ver se achava a saída ou alguém que pudesse me dizer onde é. Alguns minutos depois eu avistei uma pessoa toda de preto olhando fixamente para um túmulo que estava um tanto longe de mim. Andei em direção a ela. Quando cheguei perto, toquei em seu ombro e perguntei onde era a saída, ela olhou pra mim e disse que ficava perto do inferno, seus olhos dilataram,ocupando todo o globo ocular, eu me recuei assustada e sai correndo. Olhei para trás e ela estava pertinho de mim, mas sem expressão de cansaço, como se não tivesse corrido. Comecei a gritar, mandando-a embora, ela ficou


um tempo parada me olhando, depois desapareceu. Olhei em volta para ver se era outro surto. Não era. Eu estava realmente no cemitério. Voltei a procurar a saída. Achei. Voltei para casa com muito medo. Não consegui “pregar” os olhos durante a noite. 

Lúcia