sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Maifeiertag


Era uma dor horrível, agonizante, que incomodava lá no fundo, eu sentia que meu fim estava próximo,que eu não conseguiria escapar. Eu tentava, mas não conseguia me mexer, não conseguia expressá-la, apenas suportar, Não podia ser o fim, eu tinha tanto a resolver. E Lúcia? Ela precisava de mim, ou eu dela?
Foi quando a vi chegar perto de mim assustada. Ela me segurou e olhou para uma pessoa que estava próxima, mas eu não reconheci. Lucia olhou para mim e começou a chorar, eu escutava sua voz bem baixinho dizendo para eu não ir, não deixá-la. Eu queria respondê-la, falar que eu não a deixaria, mas eu estava sofrendo e não conseguia abrir a boca, ou fazer algum gesto.
A outra pessoa que estava junto se aproximou e me pegou, me carregou para algum lugar. Lúcia estava junto, então concluí que nela eu poderia confiar, se Lúcia confia, eu também.
Me carregou durante um bom tempo por aquela floresta fria e feia, e durante todo caminho a dor não sessou.
Eles entraram num templo dourado e bem emoldurado e percorreu pelo corredor até me colocar deitada em um aditon frio e duro.
Enquanto a pessoa me olhava, percebi que era um homem estranho e feio, logo Lúcia também se aproximou. Ele falou algo para ela, porém não entendi, então eles saíram e eu fiquei lá, deitada até a dor sessar e eu apagar de vez.

Denise

sábado, 22 de setembro de 2012

Você estará comigo para sempre!



De repente acendeu uma luz branca muito forte que eu mal conseguia abrir os olhos. Quando eu me acostumei com a claridade, percebi um homem na minha frente. Levei um susto quando vi que tinha a metade do rosto deformada, e me lembrei que era o mesmo homem que eu encontrei no necrotério. Dei um pulo pra trás, ele pediu para ficar calma que ele não ia fazer nada comigo.
            Sentei lentamente no chão, apoiei minha cabeça na minha mão e comecei a chorar.
Ele se abaixou na minha frente, segurou meu braço e falou com afeto que estava tudo bem. Eu sem pensar soltei toda raiva que sentia e desabafei:
            -Não! Não está tudo bem!- eu levantei brutamente ele levantou também- Eu vejo coisas tenebrosas, apareço em lugares estranhos, conheço pessoas estranhas que não me explicam nada, nem o nome falam. Minha melhor amiga desapareceu, nem sei se alguém sabe disso, não sei como está minha mãe, e o pior de tudo, eu não sei como fazer isso parar, eu não sei como resolver isso, eu não sei se isso é real...
            Eu olhei para o chão, vi que eu estava descalça e pisava na terra coberta de folhas, algumas verdes outras secas. Olhei em volta e vi uma paisagem de outono. Havia várias árvores, e se ouvia pássaros cantando.
            Olhei para ele, vi que nele eu podia confiar, apesar de seu rosto não star muito agradável, ele expressava no olhar que era uma pessoa do bem e que queria me ajudar. Ele me abraçou. Aquele abraço só fez com que eu tivesse certeza que ele estava do meu lado, e eu o abracei também. Perguntei que lugar agradável era aquele,  ele disse que era a casa dele, ele que tinha me trazido, eu perguntei se ele poderia me ajudar:
            -Escute! – ele segurou minha mão – Você está no mundo da magia, aqui há bruxas, feiticeiros, vampiros, prisioneiros e tudo que não há no outro mundo. O que você vê pertence a esse mundo, você pertence a esse mundo. Sua amiga não, ela vir parar aqui não estava nos planos, então Demi, a bruxa mãe, trouxe Nayara para levar Denise de volta, mas deu errado de novo e Denise continua presa aqui...
            -Eu não quero estar aqui! – puxei minhas mãos – aqui é ruim, feio, tenebroso...
            -Não!- ele tocou em meu braço- Olha esse lugar, é bonito, o seu coração define o seu espaço, o seu lar. As coisas feias que você vê fazem parte de um plano de “não sei quem” que não quer você.
            Essa pessoa que não me queria lá sabe direitinho como me afastar. Mas isso não importa mais, já descobri a metade do que me interessava, precisava ajudar Denise.
            Perguntei quem era a mulher que arrastou Denise, ele disse que era Demi, ela queria o livro que estava com Denise, porque não pertencia a ela. Perguntei onde Denise estava, ele disse que me levaria até ela.
            Então, a paisagem mudou, de azul o céu ficou neblinoso e as árvores secas e horripilantes. Foi quando vi Denise caída. Corri. Corri até ela. Estava desacordada, mas viva.

Lúcia.

domingo, 5 de agosto de 2012

Em Pânico!



Fiquei apavorada, logicamente. Não somente pelo fato de não saber em que lugar eu estava, mas sim pelo homem ensangüentado.
            Olhando em volta para ver onde eu estava, percebi que era uma floresta de galhos retorcidos e folhas secas, e provavelmente ninguém habitava ali, nem uma alma penada. E ali estava meu querido amado, do lado do rapaz ensangüentado, com um riso maléfico no rosto em um misto de ternura e pura maldade, cujo eu nem sabia o nome. Percebi que ele também estava sujo de sangue. Foi então que entrei em choque. E ele, bem, ele somente ria, parecendo sentir prazer em me ver desesperada e quase a ponto de gritar de medo:
            -Não entre em pânico minha querida – disse ele, sorrindo, deixando os dentes aparecerem – Não estou afim de fazer outro jantar.
            Vi o canino dele. Não era muito grande, mas com certeza era bem afiado. Agora sabia o que ele era. Como não tinha percebido isso antes?
            Ele tinha parado de rir. Agora somente me observava, como se o que ele tivesse acabado de falar fosse completamente normal. Como ele era lindo e assustador ao mesmo tempo...        Contudo, não contive meu pavor e soltei um belo grito de desespero, o que o deixou bastante zangado.
            Não hesitou em vim para cima de mim. Parou em uma altura em que nossos olhos se encontravam:
            -Deixe me apresentar, para que você saiba quem te matou. Sou Tom Landers. – disse, agora com um riso sínico na cara – E você, deveria aprender a ser mais cuidadosa, menina bobinha. Agora nunca mais vai se meter aonde não é chamada!
            E não permitindo que eu falasse uma só palavra, me deu um abraço e cravou seus dentes no meu pescoço. Eu tentava me libertar dos braços dele e gritava o nome de Lúcia, apesar de saber que tudo isso era em vão, pois ele era muito mais forte que qualquer pessoa e meus gritos nunca chegariam aos ouvidos de Lúcia.
            Naquele momento percebi que ele não era um anjo, era o demônio me abraçando, me dando o beijo da morte. Ele fez de mim sua refeição e bebia e bebia cada vez mais. Eu sabia que ele não ia parar tão cedo. Caí no chão inconsciente. Ele ia me matar...

Denise

domingo, 1 de julho de 2012

De que lado ela esta?



Ela me levou para um lugar onde não se via nada, nem o chão. Disse para eu fechar os olhos contar até dez e abrir. Quando abri, estava na escola. Tudo normal. Caminhei até o pátio, e fiquei olhando para as pessoas. De repente percebi que Karine estava na minha frente. Perguntou por que eu estava daquele jeito. Gaguejei, mas respondi que não estava acontecendo nada. Sai. Ela não veio atrás.
                Sentei num banco e abaixei a cabeça. Alguém me tocou. Quando vi, me assustei tanto que nem consegui sair do lugar, tinha uma pessoa (acho que era uma pessoa) sem os olhos com o maxilar aberto babando sangue e gemendo. Fechei os olhos e comecei a gritar sem parar. Escutei uma voz bem longe a chamar meu nome, mas ignorei e continuei gritando, a voz foi aumentando e eu abri os olhos. Estava a escola inteira me olhando. Emília estava perto de mim. Me perguntou por que eu comecei a gritar quando a vi. Disse que não sabia. Na verdade, não quis contar, iam achar que sou alucinada, mas fiquei com fama de louca (não sei qual é pior).
                Em casa, durante a noite não consegui dormir. Ouvi os gritos de novo, mas dessa vez eu entendi, chamava por meu nome.
No dia seguinte, encontrei Nayara, mas ela me tratou como sempre, como se nada tivesse acontecido, achei estranho mas resolvi deixar em “off”.
                Passei a manhã quieta. Denise não apareceu.
                No final da aula, quando eu estava saindo, Nayara segurou meu braço e sem dizer nada me arrastou até a biblioteca. Pedi para ela me deixar em paz, mas foi como se eu não tivesse dito nada.
                -Eu sei que você quer não voltar, mas tem que colaborar se quiser trazer Denise de volta!
                -Se você sabe o que está acontecendo, por que não me diz nada? Não foi você que disse que agora temos que remar no mesmo sentido?
                Pediu para eu não fazer perguntas. Ela só estava cumprindo ordens. Ela não se importava o que estava acontecendo nem porque, só queria sair dessa história.
                 De repente eu fiquei de novo no escuro, mas não havia ninguém comigo.

Lúcia

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Confiança



Ele percebeu que eu fiquei ali durante toda a conversa, mas não quis comentar sobre isso, nem sobre a tática que usou para convencer Demi a lhe dar o livro, e aquilo para mim também não fazia diferença alguma naquela hora – pelo menos eu achava que não – já que o cara dos meus sonhos estava com o livro e sairíamos dali de volta para a realidade. Mas...                 Bem, como podem imaginar não foi exatamente o que aconteceu. Chegaremos lá.
            Voltei para o quarto correndo, com a intenção de que ele não me visse, mas como eu já disse, ele tinha percebido. Ele veio logo em seguida, sentou-se próximo a mim e disse que precisávamos descansar.
            -Sim. Anda, me dê o livro, eu sei como tirar a gente desse lugar. Nós voltamos e descansarmos lá.
            -Não podemos. Sei que sou mais experiente nesse assunto que você e tenho certeza que se não tivermos forças para completar o ritual poderá acontecer alguma das duas coisas com nós: ou ficaremos presos no nada, ou morreremos. E acho que você não vai querer que aconteça nenhum dos dois com nós.
            Disse para eu relaxar e deitar para recuperar as energias.
            -Mas...
            -eu já cuidei de tudo, para que nada saia dos “eixos” enquanto descansarmos. Não sei por que se preocupa tanto com isso. Vamos, deite e descanse. – fez um gesto para eu deitar no colo dele.
            Suspirei. Mas é claro que eu não recusaria de fazer isso.
            Demorei a pegar no sono. Enquanto isso ele acariciava meus cabelos e contava sua história, e um pouco antes de eu dormir, já inconsciente por conta do sono, me lembro de ter deixado escapar um: “eu te amo” bem baixinho, e depois rezado para que ele não tivesse escutado. E finalmente dormi. Um sono pesado.
            Dormi durante horas e fui acordada pelo barulho de uma coruja. Estava em um lugar frio, úmido e escuro. Olhei para o lado e vi um rapaz ensangüentado.

Denise

quarta-feira, 18 de abril de 2012

Surpresa!

Acordei. Percebi que eu estava amarrada num pentagrama que era bem grande e estava na vertical. De repente abriu um portal no chão e começou a surgir uma garota. Ela estava de costas e de costas ainda disse:
            -Você é uma garota medrosa e sei que está morrendo de medo desse lugar, mas não tenho culpa que, ao contrário de você, sua amiga é curiosa e enxerida. Quando você vê-la de novo, manda ela desistir do livro e ai vocês voltarão para o lugar de onde veio!
            Eu reconheci aquela voz, e mais que de pressa eu a chamei para ter certeza:
            -Nayara?!
            A garota virou-se rapidamente e assustada, era realmente Nayara e pela sua expressão parecia que ela também não sabia que era eu que estava lá.                                           
            -Lúcia?! O que você está fazendo aqui?
            -Você acabou de dizer, agora, o que você está fazendo aqui?
            Nayara disse que era uma longa história e que, ela também não entendia porque Demi fazia aquilo. Quem é Demi? Também não sei.
            -Nós precisamos fazer algo para sair das mãos dessa bruxa. Tudo começou quando eu comecei a ter alucinações com este lugar, até que um dia, ou seja, ontem, essa Demi disse que se eu quisesse parar de ter essas alucinações eu teria que dar esse recado para você, mas eu não sabia que era você.
            -Se você não sabia que era eu, como você me disse aquilo, ontem na escola?
            Nayara ficou um tempo pensativa, depois disse que foi a Karina que tinha contado, mas ela achou que fosse mentira e só me disse aquilo para me provocar. Como? Se Karina também não sabia. Ou sabia?
            Eu não disse nada. Nayara me tirou daquele pentagrama, e me levou para um lugar onde era escuro. Perguntei onde era aquele lugar, ela disse para eu confiar nela e que ela sabia o que estava fazendo:
            -Mas você me odeia como eu vou confiar em você sendo que você pode fazer qualquer coisa para me ferrar?
            -Estamos no mesmo barco, e dessa vez terei que esquecer nossas intrigas e remar no mesmo sentido.
            Com essas palavras ela me convenceu e eu confiei.

Lúcia

domingo, 19 de fevereiro de 2012

O Socorro?


Ele era lindo. Parecia um anjo. Antes de tudo, pedi que ele não contasse para ninguém. Depois perguntei o que ele estava fazendo de baixo da cama:
            -Não tenho nada para fazer o dia inteiro... Então eu fico aqui, pensando na minha vida, se é que eu tenho uma.
            -Por que você veio parar aqui?
            Ele não respondeu como se estivesse inventando uma história:
            -Eu não sei. Não me lembro de nada do meu passado. É como se eu não existisse.
            Eu desconfiei, mas depois acreditei nele... Quais seriam as possibilidades de eu entrar em um quarto de manicômio, fugindo de uma mulher, entrar de baixo da cama e encontrar uma pessoa que, no primeiro momento eu achei estranho, mas depois eu realmente olhar para cara dele e ver que ele era lindo, talvez mais bonito da Terra – ou onde quer que eu esteja-? Não sei, mas confiei nas palavras dele... E se ele fosse um fugitivo, indo para lugar nenhum, ou pelo menos tentando ir para algum lugar, igual a mim?
            Eu estava pensativa, até uma voz invadir meus pensamentos e dizer:
            -Precisamos sair daqui!
            Não tive mais dúvidas, ele realmente não queria me enganar...
            -Sim. – Eu disse, mesmo isso não sendo uma pergunta – Mas não sei como. A mulher de cabelos escuros que, eu acho que mora aqui...
            -A Demi?
            -É esse o nome dela? Quando eu pegar meu livro de volta, ela vai ver...
            -Sim, esse é o nome dela. Mas não entendo porque você tem ódio dela... Ela é uma pessoa tão doce... Se você quiser eu peço para ela o livro e você nos tira daqui.
            -Você faria isso por mim?       
            -Por nós!
            E assim, ele foi sumindo dentre a escuridão do corredor. Eu segui ele e, inclusive vi a hora em que a Demi entregou o livro na mão dele, mas não escutei uma só palavra que eles diziam. A expressão facial deles permaneceu intacta durante toda a conversa.
Denise