Era uma dor horrível, agonizante, que incomodava lá no fundo, eu sentia que meu fim estava próximo,que eu não conseguiria escapar. Eu tentava, mas não conseguia me mexer, não conseguia expressá-la, apenas suportar, Não podia ser o fim, eu tinha tanto a resolver. E Lúcia? Ela precisava de mim, ou eu dela?
Foi quando a vi chegar perto de mim assustada. Ela me segurou e olhou para uma pessoa que estava próxima, mas eu não reconheci. Lucia olhou para mim e começou a chorar, eu escutava sua voz bem baixinho dizendo para eu não ir, não deixá-la. Eu queria respondê-la, falar que eu não a deixaria, mas eu estava sofrendo e não conseguia abrir a boca, ou fazer algum gesto.
A outra pessoa que estava junto se aproximou e me pegou, me carregou para algum lugar. Lúcia estava junto, então concluí que nela eu poderia confiar, se Lúcia confia, eu também.
Me carregou durante um bom tempo por aquela floresta fria e feia, e durante todo caminho a dor não sessou.
Eles entraram num templo dourado e bem emoldurado e percorreu pelo corredor até me colocar deitada em um aditon frio e duro.
Enquanto a pessoa me olhava, percebi que era um homem estranho e feio, logo Lúcia também se aproximou. Ele falou algo para ela, porém não entendi, então eles saíram e eu fiquei lá, deitada até a dor sessar e eu apagar de vez.
Denise
Denise
