domingo, 22 de janeiro de 2012

Tenho que sair daqui


Eu fugi. Tinha que pensar mais um pouco sobre a atitude que eu ia tomar. Passei a noite inteira chamando por Lúcia e gritando, para ver se ela me escutava e para ela saber que eu estava bem, mas não tive resposta.
              Quando começou a amanhecer, parei de gritar, também eu já estava sem voz. Comecei apensar se eu realmente precisava daquele livro, e a resposta que eu consegui, foi que se eu realmente quisesse sair de lá, eu tinha que pegar aquele livro.
              Esperei entardecer para voltar para ao manicômio. Quando cheguei na porta, lá estava a mulher, mas não me surpreendi, eu sabia que ela ia estar me esperando, ela sabia que eu ia voltar para buscar o livro. Ela me olhava com cara de despreocupada, como se eu não fosse nada perto dela. Me aproximei e tentei conversar novamente com ela. Nada. Ela não me respondia nenhuma de minhas perguntar. Tentei pegar o livro, mas ela o segurava com força. Então, entrei no manicômio, crente que ia achar alguma saída. Voltei para o lugar onde eu tinha acordado, vi que o pentagrama ainda estava lá, só que a cor dele estava acinzentada. Pelo menos eu sabia que ele estava lá, não havia sumido, mas estava desativado. Subi as escadas, foi quando percebi que ela estava vindo atrás de mim. Entrei em um quarto, o primeiro que vi. Me escondi de baixo da cama e, me assustei quando eu vi que não estava sozinha lá... Ele me hipnotizou...
                                                                                          
Denise

domingo, 15 de janeiro de 2012

Onde está Denise?

              
O bom é que até então ninguém notava nossa ausência. Até hoje. Letícia resolveu vir falar comigo. Perguntou se eu e a Denise estávamos matando aula durante esses dias. Menti. Disse que sim. Que eu e a Denise estávamos cansada de sermos as certinhas, e estávamos curtindo a vida.
              Passei o intervalo com Emília, ela perguntou  se eu estava triste porque Denise havia faltado. Eu disse que sim, mas na verdade, eu estava com medo dela faltar para sempre.
              Meu dia foi muito entediante, até que... O sinal tocou encerrando as aulas. Estava o maior “bolo de arroz” porque todos queriam ir embora logo. Eu já estava quase saindo quando ouvi Denise me chamar, mas não sabia onde ela estava.
            -Emília, a Denise veio? Estou escutando ela me chamar!
            -Você está louca! Eu não escutei ninguém te chamar.
              Concordei. Já estava saindo, quando escutei Denise me chamar de novo. Dessa vez nada me impediria. Voltei e fui atrás de onde estava vindo a voz. Acabei indo parar no banheiro, e o mais estranho de tudo é que a voz vinha do vaso sanitário e a água estava borbulhando e saindo fumaça, como se estivesse fervendo. Sai de lá correndo, mesmo acostumada com cada loucura, não deixei de ficar super assustada.
              Fui para casa tentando esquecer tudo, o problema é que eu não consegui.
              Durante a noite ouvi gritos, mas era como se os gritos estivessem longe da minha casa. Ignorei. No fim, acabei dormindo s     ó 30 minutos, porque já era cinco horas da manhã  e eu precisava ir para escola. 

Lúcia

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Quero o meu livro...

Não me lembrava do que tinha acontecido. Acordei em um lugar estranho. Era tipo uma escola, mas não tinha ninguém naquela imensidão. Vi uma mulher de cabelos longos e negros descendo a escada. Ela vinha em minha direção. Perguntei a ela onde eu estava e ela não me respondeu somente me pegou pelo braço e começou a me arrastar. Puxei meu braço e perguntei de novo onde eu estava. Ela não me respondeu. Dei um tapa na cara dela e perguntei onde estava meu livro. Ela olhou para mim com cara de brava e disse que aquele livro não era meu. Fiquei irritada e subi as escadas correndo, entrei sala por sala e revistei. Não achei o livro em canto algum. O que eu estranhei é que as salas eram todas brancas. Eu saquei, estava num manicômio. Ouvi alguém gritando. Olhei para trás não vi nada. Quando olhei para frente, lá estava a mulher, dando risada da minha cara porque eu tinha caído numa das armadilhas mais bestas dela. Achei melhor tomar cuidado, porque eu não sabia quem era ela, ou o que na pior das hipóteses. Ela me encarava. Quando vi que ela estava com meu livro, pedi para ela me devolver. Ela disse que não me devolveria. O jeito era partir para o ataque, porque eu não ia sair de lá sem aquele livro. Foi quando eu me lembrei de Lúcia. Onde ela estava? Será que ela estava preocupada?

Denise