Era meio dia em Linemberg, mas é claro, eu nunca fui para outro lugar. Estava na escola. Não almocei. Estava eu e a Denise.
A música era alta, ninguém curtia, eu e a Denise fomos curtir o intervalo lá fora, sentindo a brisa, olhando os pivetes jogarem bola, futsal numa quadra do tamanho de um ovo.
Sem falar nada, ficamos caladas por um bom tempo, de repente os pivetes desapareceram e a escola parecia velha e abandonada. Não havia ninguém. Com medo, Denise perguntou o que havia acontecido, eu não soube responder e ela também desapareceu. Fiquei sozinha, não havia pássaros, o dia estava nublado, a grande árvore estava seca com um monte de galhos retorcidos, entrei na escola para ver se tinha alguém, estava deserto, eu fiquei desesperada, fui até o portão, mas estava trancado, subi para uma das salas de aula, mas os únicos seres vivos que havia eram morcegos e aranhas. Desci, fui ao banheiro, mas só havia um rato sobre uma poça de sangue cheio de moscas. Saí de lá correndo, achando que estava sozinha e não sabia o que fazer, ajoelhei-me no chão, fechei os olhos e comecei a chorar. Alguém me chamou e perguntou o que havia acontecido, abri os olhos, era Denise e estava tudo normal, com os pivetes jogando bola. Eu a olhei aliviada e a abracei com muita força, ela sem entender muito, mas fomos juntas para dentro da escola e eu com um sorriso bobo aliviada por tudo aquilo não ser real.
Depois que Denise me contou o que havia acontecido comigo, eu fiquei com medo de ter algum problema mental.
Passei o dia inteiro sem falar muito, meio desanimado, pensando se eu contava ou não para minha mãe.
Quando acabou a última aula, nem me despedi direito da Denise e sai depressa. No caminho da escola até a minha casa tem um cemitério. Eu sempre gostei de cemitério, mas nunca tive coragem de entrar em um sozinha, mas dessa vez foi diferente , eu entrei, e sozinha.
O cemitério estava vazio, só havia duas pessoas que logo foram embora. Andei de vagar sem um destino. O cemitério era tão grande que eu fiquei perdida, comecei ir de uma lado para o outro para ver se achava a saída ou alguém que pudesse me dizer onde é. Alguns minutos depois eu avistei uma pessoa toda de preto olhando fixamente para um túmulo que estava um tanto longe de mim. Andei em direção a ela. Quando cheguei perto, toquei em seu ombro e perguntei onde era a saída, ela olhou pra mim e disse que ficava perto do inferno, seus olhos dilataram,ocupando todo o globo ocular, eu me recuei assustada e sai correndo. Olhei para trás e ela estava pertinho de mim, mas sem expressão de cansaço, como se não tivesse corrido. Comecei a gritar, mandando-a embora, ela ficou
um tempo parada me olhando, depois desapareceu. Olhei em volta para ver se era outro surto. Não era. Eu estava realmente no cemitério. Voltei a procurar a saída. Achei. Voltei para casa com muito medo. Não consegui “pregar” os olhos durante a noite.
Lúcia
Lúcia

wow tô gostando da historia ! é meio terror
ResponderExcluirkkkk
ResponderExcluirtem q ver o resto da história neah?