domingo, 4 de dezembro de 2011

Um grande mistério a resolver...


No caminho fiquei em dúvida se contava ou não para minha mãe. Não contei. Em casa, minha mãe foi fazer o almoço, eu fiquei assistindo. Almoçamos. Meia hora depois ela disse que ia fazer compras e ia demorar. Fiquei em casa, sozinha.
Já era tarde. Eu estava mexendo no computador, quando de repente a música parou. Que música? A música que eu sempre ouço quando mexo no computador. Ouvi barulho estranho no outro quarto. Fui até lá. Olhei em volta. Ouvi risos de baixo da cama. Meio desconfiada, abaixei lentamente, havia um homem carbonizado sorrindo sem parar. Levantei rapidamente, sai correndo do quarto. Comecei a chorar. Liguei para minha mãe. Ela não atendeu. Fiquei na sala, quieta, com medo. Cinco minutos depois – que para mim
pareceu uma eternidade – minha mãe chegou. Perguntou por que eu estava assustada. Menti. Disse que era porque eu assisti um filme de terror – se eu contasse a verdade ela não ia acreditar e poderia me internar num manicômio.
Fui dormir e tive um sonho horrível.
No dia seguinte, contei para Denise, ela disse que precisava ir ao psicólogo, depois ela disse que também tinha algo para me contar. Fiquei preocupada, pois do jeito que ela falou, não parecia ser uma novidade boa. Mas no passar do dia me distrai com Daniel.
Fiquei pensando se tudo aquilo que estava acontecendo comigo, não tinha haver com magia ou coisa do além, mas só pensei, não tirei nenhuma conclusão nem contei para Denise.
No almoço, ela me contou sobre o que aconteceu com ela no dia interior. Concluí. Temos um novo e grande mistério a resolver.

Lúcia

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