domingo, 11 de dezembro de 2011

O Pentagrama


Duas aulas vagas. Era isso que eu precisava para conseguir entrar na biblioteca, mas não seria difícil, pois estava em época de olimpíadas, tinha muitas aulas vagas. Tinha um plano, mas não sabia se ia dar certo, o melhor que tinha a fazer era tentar, mas eu precisava da ajuda de Lúcia e não sei se ela toparia. Eu precisava saber o que tinha lá, então, com ou sem Lúcia, eu ia. Tomei iniciativa, falei com Lúcia antes de tirar minhas próprias conclusões, e me surpreendi quando ela disse que iria também... Definitivamente, ela mudou.
Expliquei meu plano para ela, que pareceu não gostar muito, mas não pensou em nenhum momento em desistir.
Um novo dia começava. O dia perfeito para colocar o plano em ação. Não perdi tempo, peguei meu livro, chamei Lúcia e descemos para biblioteca, não tínhamos tempo a perder. Entramos, e com muito cuidado para ninguém nos ver. O pentagrama ainda estava lá, não do mesmo jeito, mas estava. Tinha algo diferente nele, mas não consegui saber o que era. Abri o livro. Uma sensação estranha me percorreu o corpo, mas dessa vez eu não pararia, nem pelos maiores desconfortos do mundo. Não de novo. Agora eu estava mais do


que nunca interessada em saber o que era. Aquilo, ou melhor, aquele pentagrama era um portal, cujo eu não sabia onde daria.

Denise

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