Eu fugi. Tinha que pensar mais um pouco sobre a atitude que eu ia tomar. Passei a noite inteira chamando por Lúcia e gritando, para ver se ela me escutava e para ela saber que eu estava bem, mas não tive resposta.
Quando começou a amanhecer, parei de gritar, também eu já estava sem voz. Comecei apensar se eu realmente precisava daquele livro, e a resposta que eu consegui, foi que se eu realmente quisesse sair de lá, eu tinha que pegar aquele livro.
Esperei entardecer para voltar para ao manicômio. Quando cheguei na porta, lá estava a mulher, mas não me surpreendi, eu sabia que ela ia estar me esperando, ela sabia que eu ia voltar para buscar o livro. Ela me olhava com cara de despreocupada, como se eu não fosse nada perto dela. Me aproximei e tentei conversar novamente com ela. Nada. Ela não me respondia nenhuma de minhas perguntar. Tentei pegar o livro, mas ela o segurava com força. Então, entrei no manicômio, crente que ia achar alguma saída. Voltei para o lugar onde eu tinha acordado, vi que o pentagrama ainda estava lá, só que a cor dele estava acinzentada. Pelo menos eu sabia que ele estava lá, não havia sumido, mas estava desativado. Subi as escadas, foi quando percebi que ela estava vindo atrás de mim. Entrei em um quarto, o primeiro que vi. Me escondi de baixo da cama e, me assustei quando eu vi que não estava sozinha lá... Ele me hipnotizou...
Denise

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